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Cesan

Jornal da Companhia Espírito Santense de Saneamento
Ed. 76 - 13/06/2016 - Chuva

Como o Espírito Santo atravessa a pior crise hídrica da sua história

Volume de chuvas atingiu em 2015 a maior baixa já registrada no Estado.

O Espírito Santo enfrenta a mais grave crise hídrica de sua história, que começou em 2014. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais confirmam: a redução das chuvas no período provocou uma diminuição recorde da vazão dos rios, o que prejudicou não apenas o abastecimento de água, mas também a produção de energia elétrica no Estado.

A estiagem foi sentida com mais intensidade principalmente no norte do Espírito Santo, onde já se registram períodos com baixa pluviosidade desde a década de 50. No entanto, a gravidade da seca atual trouxe efeitos inéditos até mesmo para a Grande Vitória, com prejuízos ao leito do rio Jucu em Vila Velha (que teve seu curso interrompido pela primeira vez em 30 anos) e ao rio Santa Maria da Vitória, responsável por mais de 30% do abastecimento da Região Metropolitana da Grande Vitória.

Paulo Renato Paim, Presidente da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), falou sobre particularidades desta crise hídrica em comparação a outras: “Cheias e estiagens sempre ocorreram intercaladas por períodos de normalidade. O que nós estamos vivendo nesses últimos três anos são estiagens agudas, as piores dos últimos 40 anos, mas alternadas por períodos de normalidade cada vez mais curtos”.

Helena Alves, responsável pela Divisão de Gestão Ambiental da Cesan, complementa: “Nos períodos de chuva os lençóis freáticos são abastecidos e armazenam a água responsável pelo volume dos rios em períodos em que chove menos. Quando há longos períodos com pouca ou nenhuma chuva, como este entre 2014 e 2015, há uma forte redução da água reservada nos lençóis freáticos, o que causa baixa no volume dos rios ou até mesmo a interrupção do seu curso, como tem ocorrido com vários corpos hídricos no Espírito Santo”, explicou.

Ações para conter os efeitos da crise

Diante do quadro crítico, a Cesan e o Governo do Estado agiram em várias frentes, tanto para impedir o aprofundamento da crise quanto para evitar episódios similares no futuro, conforme assinalou o presidente da Agerh:

“Em 2015 foram investidos mais de R$130 milhões em obras de ampliação dos sistemas de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. O Sistema Reis Magos, que tinha conclusão prevista para 2022, foi antecipado para entrar em operação em 2017, e deve aliviar a captação do Rio Santa Maria da Vitória. Nas ações ambientais, cerca de R$15 milhões foram investidos para a despoluição de mananciais.”

Medidas de planejamento também foram implementadas. As Resoluções 05 e 06/2015 foram criadas pelo Governo do Estado por meio da Agerh, para controlar o uso de recursos hídricos e ampliar práticas de sustentabilidade entre produtores rurais e indústrias no Espírito Santo, evitando que a crise prejudicasse ainda mais o abastecimento de água para consumo humano. Para o futuro, a proposta é que o uso racional da água seja uma constante também fora de situações de crise.

Saiba o que acontece em um ciclo de crise hídrica e num ciclo normal

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